quarta-feira, 6 de maio de 2026

Décima 022/26



Galo de Poleiro Baixo


Você se diz velho macho

dono de toda a brabeza,

tão cheio de aspereza; 

mas é só tolo e baixo,

garricha metida a guacho. 

Escondido numa tela, 

por trás de qualquer janela, 

ruge igual um leão, 

mas não passa dum leitão, 

pouco siso e muita goela.


Sereno dos Gerais

24/4/26

Certificados - 019/26

 



Certificado outorgado pela Academia Contemporânea de Letras - ACL no 295⁰ Evento Literário Virtual - Lupa - ​Tema: "Quem eu era antes de certas dores", em  5/ 5/26 ao poema: Antes do Amor.

 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Redondilhas 001/26



 Mais Que Doutor

Obedecendo aos preceitos,
ditames e convenções,
com o sentir contrafeito,
troquei roça por lições.
E aprendi o suficiente:
ciência, filosofia,
a somar corretamente
e rabiscar poesia.
Foi agarrado à leitura,
qual fruto firme na rama...
vi, nas letras, tessituras
tecendo sentidos na trama.
E se não me fiz doutor,
como sonhava meu pai,
aprendi a lição de amor
que teu olhar nunca trai.
Sereno dos Gerais
5/5/26

Décima 021/26



Antes do Amor

Antes do amor me ferir
com o ferrão da saudade;
do riso, eu era compadre.
De alvissareiro porvir
eu via meu existir.
Mas veio um tempo medonho,
de pesadelos e sonhos;
da paixão, caí na teia.
E hoje minh'alma anda cheia
de pensamentos tristonhos!
Antes do amor me prender
no laço dos seus encantos,
eu não sabia de prantos.
Vivia sem conhecer
sofrimentos, desprazer.
Por desatino, suponho,
troquei um viver risonho
por castelos de areia.
E hoje minh'alma anda cheia
de pensamentos tristonhos!
E sem ter a consciência,
que amar também é sofrer;
me enredei, sem perceber,
- talvez por mera carência -
num destino sem clemência.
E agora, triste, deponho:
nem sempre o mais belo sonho
de alegria se permeia.
E hoje minh'alma anda cheia
de pensamentos tristonhos!
Sereno dos Gerais
5/5/26

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Pelas Veredas da Palavra - 001/26



É uma alegria danada ver meu cordel “Vagando em Riba da Terra” ganhando voz e seguindo caminho por outras veredas.

Meu agradecimento ao cordelista Flávio Flavio Alves, do canal Cordel Versátil, pela bonita declamação e pelo carinho com meus versos.
A poesia nasceu pra correr mundo, pousar em outros olhos, outros ouvidos e outros corações.
Quem puder, prestigie o trabalho lá no canal.
Gratidão, meu amigo!

Sereno dos Gerais

https://youtube.com/shorts/J5Erdo--Rjc?si=GMXBnQi3HjjeLZpj

Décima 020/26



Encho de Amor Meus Dias

Não nasci só pra estar,
pois, se tem bambu, tem flecha,
e enquanto a vida der brecha,
eu hei de continuar
lutando sem me entregar.
Se houver batalha, pelejo;
nas horas de paz, gracejo
pra não perder a alegria.
Encho de amor meus dias,
afinal, sou sertanejo.
A mão que segura a pena
também maneja a enxada;
se fina, ou já calejada,
pra acarinhar é amena,
mas firme quando condena.
E seja em qualquer ensejo,
não falta brio nem pejo,
e a paz me acaricia.
Encho de amor meus dias,
afinal, sou sertanejo.
Devolvo em justa medida
o que me for emprestado;
aceito o que me é doado.
A parte que me dá a vida,
com outros, é dividida.
Pois sei: será num lampejo
que sofrerei o despejo
desta senda de agonia.
Encho de amor meus dias,
afinal, sou sertanejo.
Sereno dos Gerais
3/5/26

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Certificados - 018/26



Certificado nº 018/26 outorgado pela Biblioteca Mundial de Letras y Poesias, em  1º/5/26. CERTIFICADO DE FIDELIDADE.

Trajetória - Abril/26


 

Marcos da Caminhada Literária

Abril/2026


Iniciei minha presença digital literária com:


• Google

• Facebook

• Blog literário

• Instagram

• Recanto das Letras


Expansão e atividade:


• 02 seções criadas no Facebook

• 15 participações em eventos literários

• 14 certificados recebidos


Saldo de Abril/26


Presença digital estruturada ✔

15 eventos literários ✔

14 certificações ✔


Sereno dos Gerais

1º/5/26

Certificados - 016 e 017/26

 





Certificados outorgados pelo Grupo Poético Caminho de Sensibilidade no 223º Encontro Por do Sol - ​Tema: "Eu me lembro" , em  29/4/26 ao poema: Silêncio da Aurora.

Veredas do Pensamento - 002/26

 



Não clame por grandes milagres.
Agradeça, antes, os incontáveis pequenos milagres cotidianos.
Até o sol, quando entra pelas frestas, ilumina.

 Sereno dos Gerais


Veredas do Pensamento - 001/26

 



Entre as margens ideológicas, há um rio chamado respeito que, mesmo em seu ponto mais raso e estreito, não deve ser atravessado, sob pena de afogar os sentimentos de amizade.

Sereno dos Gerais

Décima 019/26

 


Viga Mestra


Com Deus, de pouco preciso,

o parco há de me bastar

pra meus dias eu passar.

Um coração sem juízo,

mas a mente com bom siso.

Uns dois dedos de café,

ter a mão firme na fé.

Cavalo de boca destra,

no amor, a viga mestra

é o que me mantém de pé.


Com um gole de cachaça,

de queijo, uma bela cunha;

pito aceso ali na unha,

feliz fazendo fumaça...

aguento qualquer pirraça.

Galinhada garnisé,

ciscando sob os coités,

passarinhos em orquestra,

no amor, a viga mestra

é o que me mantém de pé.


Meu jeito é resoluto,

não sou de negociatas,

muito menos papiatas.

Caboclo brabo e enxuto,

criado em sistema bruto.

Bento com arruda e guiné

pra reforçar minha fé,

a Natureza me adestra...

no amor, a viga mestra

é o que me mantém de pé.


Sereno dos Gerais

30/04/26

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Certificados - 015/26



Certificado outorgado pela ABMLP- Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía no Soneto em Sinfonia - ​tema: Se me esqueces, posso perder mil vezes a vida: -Para que viver? Música:Tango- Por una cabeza - Carlos Gardel - Compositor: Alfredo Le Pera/Carlos Gardel, em  26/4/26 ao poema: Noites sem Claridade.

Certificados - 014/26



Certificado outorgado pelo Grupo LUPA ACL no 294° Evento Literário Virtual - ​tema: "O que não falo, mas escrevo", em  24/4/26 ao poema: É na Pena que Eu Falo.


Certificados - 013/26

 


Certificado outorgado pelo grupo Tertúlia Poética dos Afetos no 3º Evento online por escrito - ​tema: 25 de Abril e a Liberdade, em  25/4/26 ao poema: Livre por Natureza.


Décima 018/26

 


Silêncio da Aurora

Quando a noite se retira,
bem no romper da aurora,
e o amor pede um agora;
a minha alma caipira,
na Natureza, se inspira
e de nós dois, ela fala.
No doce aroma que exala
das lembranças, da saudade,
dos sonhos em tempestade...
me lembro! E ela se cala!
Sereno dos Gerais
29/04/26

terça-feira, 28 de abril de 2026

Vozes Gerais - 005/26

 



“Angu e torresmo, o gosto é o mesmo e quarquer cuscuz tem queijo.”

Miguel da Chiquinha (numa prosa de cozinha, filosofando sobre a vida).


Certificados - 012/26

 



Certificado 012/26 outorgado pela AIAP-Academia Intercontinental de Artistas & Poetas no 10° Sarau Poético Dia do Livro - ​Tema: Livros, em  25/4/26 ao poema: Livros São Sonhos na Mão.



Certificados - 011/26

 



Certificado 011/26 outorgado pela União das Academias Elos e Guimarães Rosa – UNALEGRO no II Evento Oficial "Tributo aos Grandes Escritores Mundiais" -  Homenagem ao Patrono Juvenal Galeno cadeira 063 - Tema:

Quando eu me for dessa terra
Irei nos ares voando,
Para que os matos não digam
Que já me viram chorando... 

A PARTIDA “Juvenal Galeno” ,

em  25/4/26 ao poema: Na Curva do Rio.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vozes Gerais - 004/26

 



"Sem pitá, eu cá fico é doido!"

Seu Pires (num momento de forçada abstinência.)

Vozes Gerais - 003/26

 



"Enredadô é matadô!"


Marieta Pó.

Soneto 001/26

 


Noites sem Claridade 


Minha vida foi murchando, assim,

feito flor esquecida no quintal;

minha alma, que era luz num castiçal,

foi perdendo o rumo dentro em mim.


Depois que você se foi, ficou ruim,

tudo meio sem graça, desigual;

vivo à toa, num silêncio tão brutal,

feito estrela que se apaga no fim.


Vago igual vagalume na estrada,

sem achar nem um rumo pra seguir,

nessa noite comprida e calada.


Coração já cansado de penar,

vai levando esse resto de existir...

sem saber se ainda vale clarear.


Sereno dos Gerais 

26/4/26

Décima 017/26



Livre por Natureza


Sou ave de arribação,

não nasci pra ser domado

ou na gaiola trancado.

Meu lugar é a imensidão

do cerrado e do sertão.

Sou sempre-viva da serra

que, mesmo com pouca terra,

do seu galho arrancada,

colhida, desidratada,

não perde o viço que encerra.


Potro xucro, crina ao vento,

galopando livremente,

feito água em torrente.

Sou força dos elementos,

livre tal pensamento.

Tal o sol da madrugada

que, livre, faz a jornada

com seu brilho perceptível,

em toda terra é visível,

sem precisar de estrada.


Sou feito abelha na flor,

touro solto na invernada,

andorinha em revoada;

cascata que, co'estertor,

rende graças ao Senhor.

Sou força da Natureza,

o rio na correnteza,

não me acostumo a grilhão.

Meu lugar é no sertão:

muita fartura e largueza!


Sereno dos Gerais

26/4/26

domingo, 26 de abril de 2026

Certificados - 010/26


Certificado outorgado pelo
Grupo Poético Caminho de Sensibilidade no 222° Encontro Pôr do Sol - ​Tema: "E tudo valerá a pena", em 22/4/26 ao poema: Quem Planta Direito, Colhe em Paz

Certificados - 009/26



Certificado outorgado pelo Grupo Passarela Literária  no 46° Café na Passarela - ​Tema: Carta de Amor, em  25/4/26 ao poema: Coleção de Ausências.

Décima 016/26



 Na Curva do Rio


Quando chegar minha hora

de empreender a viagem,

quero fazer a passagem

logo ao romper da aurora,

co’o sereno, ir-me embora.

Só quero levar da vida,

na derradeira partida,

o meu alforje vazio

pra, na curva do rio,

colher rosas, margaridas.


Banhar as mãos no regato,

sentir o doce frescor

do voejo do beija-flor,

ouvir a alma de gato,

em manso e leve retrato.

Brindando a minha passagem,

na derradeira viagem,

longe do preto do asfalto.


Ouvir uma última vez

os galos em cantoria,

saudando o nascer do dia;

um sabiá, com languidez,

gorgear com altivez.

E lá do alto da serra

saudarei a minha terra.

Pois, quando entrar noutro plano,

sem dores, sem desengano,

nem as feridas da guerra.


Sereno dos Gerais

25/4/26

Décima 015/26



 Livros São Sonhos na Mão


É um viajar sem passagem,

nem data de ir ou vir,

ou horário pra sair.

Não carece levar bagagem

pra aproveitar a viagem.

Não é trem nem avião,

só requer disposição

de uma alma desperta

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Um bom livro emociona,

instrui com ludicidade,

escancara a realidade.

Desafia e questiona,

quebrando o que aprisiona.

Da cultura, bastião,

lenitivo ao coração,

que permite descobertas

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Quando um leitor os devora

com verdadeiro fervor,

de sua vida é senhor

e sai livre, mundo afora,

sem arreatas nem espora.

Do seu destino é patrão,

é quem escolhe a direção;

tem a rota plana e certa

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Sereno dos Gerais

25/4/26

Décima 014/26

 


Coleção de Ausências


Se poemas, foram tantos,

em momentos tão obscuros...

frases deixadas nos muros,

bilhetes soltos, nos cantos,

denunciando os encantos,

meus sentires, com ardor...

os pedidos com fervor

por um pouco de atenção...

dariam, se em coleção,

mais de mil cartas de amor!


Sereno dos Gerais

25/4/26

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Décima 013/26



É na Pena que Eu Falo


Minha vida é conjunto 

de sentires inviáveis,

segredos inenarráveis,

que, às vezes,  me pergunto:

se vale tocar no assunto?

Ciente de que não devo,

mas, calar, não me atrevo,

quando a palavra me ordena.

Passo a mão na minha pena

e, o que não falo, escrevo!


Sereno dos Gerais

24/4/26 - 17h50'

Décima 012/26

 



Na hora do Risca Faca


Se você diz que é valente,

que não teme onça nem cobra,

sendo pau pra toda obra;

braço firme no batente,

que enfrenta fogo e enchente;

todo perigo antevê;

pra atestar, vou com você:

quero ver se não se empaca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Pra se provar verdadeiro,

não é só de papiata,

consigo o nó se desata:

vai ao cemitério primeiro, 

meia noite, no ponteiro.

Pois quero ver se você 

soletra o abecê

bem no assovio da taca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Se é um caboco de peito

que não tem medo de nada;

sacudido na enxada,

na roça varre direiro

capinando no seu eito.

Se bem de longe você vê

e mesmo vendo nãp crê

quando o perigo lhe ataca;

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Sereno dos Gerais

24/4/26


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Vozes Gerais - 002/26

 


"Comigo é assim: pato num bota! Se botá, num choca; se chocá, num tira e se tirá, num cria. Masi, se criá, eu mato!"


Seu Antônio dos Padres (num momento de inofensiva valentia).

Certificados 007 e 008/26 (Participação e Interção)

 






Certificado outorgado pelo Grupo Só Evento Universitário Cidadão Galáctico  no 59º Evento Literário - ​Tema: Conexão, em 21/4/26 ao poema: Seu Café já lhe Escutava. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Décima 011/26

 


Seu Café já lhe Escutava


A minha vó,  devotada,

- mil tarefas a fazer -

bem antes do sol nascer, 

estava sempre acordada;

a cozinha iluminada,

na labuta se empenhava.

Quando o vô se levantava,

passos firmes pelo chão 

pra começar na função, 

seu café já lhe escutava.


Vovô rumava pra tina,

fizesse calor ou frio

e sem qualquer arrepio,

seguia sua rotina:

mão grossa na pele fina,

o tronco ele lavava.

Assim, melhor despertava!

A Deus, uma oração,

pra começar a função.

Seu café já lhe escutava. 


Um breve olhar trocavam,

carregado de ternura,

sempre com muita candura

em silêncio se amavam,

- palavras não precisavam -.

Vovó bem o admirava,

um, ao outro, respeitava

e se dava a conexão. 

Pra começar na função,

seu café já lhe escutava.


Sereno dos Gerais

21/4/26 - 11h59'

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Certificados - 006/26

 


Certificado outorgado pelo Grupo Românticos da AIAP Brasil no Evento: Celebramos a Arte e a Poesia Viva - Sarau Poético Musical - ​Tema: livre, em  17/4/26 ao poema: Cafezim, Viola e Saudade.


Certificados - 005/26



Certificado outorgado pela ALIPE - Academia Literária Internacional de Poetas e Escritores no Evento ALIPE Dia Mundial do Livro - ​Tema: "Livros são sonhos nas mãos", em  18/4/26 ao poema: No Lombo da Imaginação.

Certificados - 004/26

 


Certificado outorgado pela AIDEP - Academia Independente e Democrática de Escritores e Poetas no Sarau Mensal - AIDEP - ​Tema: Amor de Outono, em  18/4/26 ao poema: Outonais Amores.

Vozes Gerais - 001/26

 


"Pra mexê com o Baiano tem de tá preparado pro respostão!" 


De Baiano (nunca soube seu nome verdadeiro. Natural da Bahia mas que viveu mais de 40 anos em Conceição do Mato Dentro - nos Gerais).

Décima 022/26

Galo de Poleiro Baixo Você se diz velho macho dono de toda a brabeza, tão cheio de aspereza;  mas é só tolo e baixo, garricha metida a guach...