quinta-feira, 30 de abril de 2026

Certificados - 015/26



Certificado outorgado pela ABMLP- Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía no Soneto em Sinfonia - ​tema: Se me esqueces, posso perder mil vezes a vida: -Para que viver? Música:Tango- Por una cabeza - Carlos Gardel - Compositor: Alfredo Le Pera/Carlos Gardel, em  26/4/26 ao poema: Noites sem Claridade.

Certificados - 014/26



Certificado outorgado pelo Grupo LUPA ACL no 294° Evento Literário Virtual - ​tema: "O que não falo, mas escrevo", em  24/4/26 ao poema: É na Pena que Eu Falo.


Certificados - 013/26

 


Certificado outorgado pelo grupo Tertúlia Poética dos Afetos no 3º Evento online por escrito - ​tema: 25 de Abril e a Liberdade, em  25/4/26 ao poema: Livre por Natureza.


Décima 018/26

 


Silêncio da Aurora

Quando a noite se retira,
bem no romper da aurora,
e o amor pede um agora;
a minha alma caipira,
na Natureza, se inspira
e de nós dois, ela fala.
No doce aroma que exala
das lembranças, da saudade,
dos sonhos em tempestade...
me lembro! E ela se cala!
Sereno dos Gerais
29/04/26

terça-feira, 28 de abril de 2026

Vozes Gerais - 005/26

 



“Angu e torresmo, o gosto é o mesmo e quarquer cuscuz tem queijo.”

Miguel da Chiquinha (numa prosa de cozinha, filosofando sobre a vida).


Certificados - 012/26

 



Certificado 012/26 outorgado pela AIAP-Academia Intercontinental de Artistas & Poetas no 10° Sarau Poético Dia do Livro - ​Tema: Livros, em  25/4/26 ao poema: Livros São Sonhos na Mão.



Certificados - 011/26

 



Certificado 011/26 outorgado pela União das Academias Elos e Guimarães Rosa – UNALEGRO no II Evento Oficial "Tributo aos Grandes Escritores Mundiais" -  Homenagem ao Patrono Juvenal Galeno cadeira 063 - Tema:

Quando eu me for dessa terra
Irei nos ares voando,
Para que os matos não digam
Que já me viram chorando... 

A PARTIDA “Juvenal Galeno” ,

em  25/4/26 ao poema: Na Curva do Rio.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vozes Gerais - 004/26

 



"Sem pitá, eu cá fico é doido!"

Seu Pires (num momento de forçada abstinência.)

Vozes Gerais - 003/26

 



"Enredadô é matadô!"


Marieta Pó.

Soneto 001/26

 


Noites sem Claridade 


Minha vida foi murchando, assim,

feito flor esquecida no quintal;

minha alma, que era luz num castiçal,

foi perdendo o rumo dentro em mim.


Depois que você se foi, ficou ruim,

tudo meio sem graça, desigual;

vivo à toa, num silêncio tão brutal,

feito estrela que se apaga no fim.


Vago igual vagalume na estrada,

sem achar nem um rumo pra seguir,

nessa noite comprida e calada.


Coração já cansado de penar,

vai levando esse resto de existir...

sem saber se ainda vale clarear.


Sereno dos Gerais 

26/4/26

Décima 017/26



Livre por Natureza


Sou ave de arribação,

não nasci pra ser domado

ou na gaiola trancado.

Meu lugar é a imensidão

do cerrado e do sertão.

Sou sempre-viva da serra

que, mesmo com pouca terra,

do seu galho arrancada,

colhida, desidratada,

não perde o viço que encerra.


Potro xucro, crina ao vento,

galopando livremente,

feito água em torrente.

Sou força dos elementos,

livre tal pensamento.

Tal o sol da madrugada

que, livre, faz a jornada

com seu brilho perceptível,

em toda terra é visível,

sem precisar de estrada.


Sou feito abelha na flor,

touro solto na invernada,

andorinha em revoada;

cascata que, co'estertor,

rende graças ao Senhor.

Sou força da Natureza,

o rio na correnteza,

não me acostumo a grilhão.

Meu lugar é no sertão:

muita fartura e largueza!


Sereno dos Gerais

26/4/26

domingo, 26 de abril de 2026

Certificados - 010/26


Certificado outorgado pelo
Grupo Poético Caminho de Sensibilidade no 222° Encontro Pôr do Sol - ​Tema: "E tudo valerá a pena", em 22/4/26 ao poema: Quem Planta Direito, Colhe em Paz

Certificados - 009/26



Certificado outorgado pelo Grupo Passarela Literária  no 46° Café na Passarela - ​Tema: Carta de Amor, em  25/4/26 ao poema: Coleção de Ausências.

Décima 016/26



 Na Curva do Rio


Quando chegar minha hora

de empreender a viagem,

quero fazer a passagem

logo ao romper da aurora,

co’o sereno, ir-me embora.

Só quero levar da vida,

na derradeira partida,

o meu alforje vazio

pra, na curva do rio,

colher rosas, margaridas.


Banhar as mãos no regato,

sentir o doce frescor

do voejo do beija-flor,

ouvir a alma de gato,

em manso e leve retrato.

Brindando a minha passagem,

na derradeira viagem,

longe do preto do asfalto.


Ouvir uma última vez

os galos em cantoria,

saudando o nascer do dia;

um sabiá, com languidez,

gorgear com altivez.

E lá do alto da serra

saudarei a minha terra.

Pois, quando entrar noutro plano,

sem dores, sem desengano,

nem as feridas da guerra.


Sereno dos Gerais

25/4/26

Décima 015/26



 Livros São Sonhos na Mão


É um viajar sem passagem,

nem data de ir ou vir,

ou horário pra sair.

Não carece levar bagagem

pra aproveitar a viagem.

Não é trem nem avião,

só requer disposição

de uma alma desperta

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Um bom livro emociona,

instrui com ludicidade,

escancara a realidade.

Desafia e questiona,

quebrando o que aprisiona.

Da cultura, bastião,

lenitivo ao coração,

que permite descobertas

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Quando um leitor os devora

com verdadeiro fervor,

de sua vida é senhor

e sai livre, mundo afora,

sem arreatas nem espora.

Do seu destino é patrão,

é quem escolhe a direção;

tem a rota plana e certa

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Sereno dos Gerais

25/4/26

Décima 014/26

 


Coleção de Ausências


Se poemas, foram tantos,

em momentos tão obscuros...

frases deixadas nos muros,

bilhetes soltos, nos cantos,

denunciando os encantos,

meus sentires, com ardor...

os pedidos com fervor

por um pouco de atenção...

dariam, se em coleção,

mais de mil cartas de amor!


Sereno dos Gerais

25/4/26

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Décima 013/26



É na Pena que Eu Falo


Minha vida é conjunto 

de sentires inviáveis,

segredos inenarráveis,

que, às vezes,  me pergunto:

se vale tocar no assunto?

Ciente de que não devo,

mas, calar, não me atrevo,

quando a palavra me ordena.

Passo a mão na minha pena

e, o que não falo, escrevo!


Sereno dos Gerais

24/4/26 - 17h50'

Décima 012/26

 



Na hora do Risca Faca


Se você diz que é valente,

que não teme onça nem cobra,

sendo pau pra toda obra;

braço firme no batente,

que enfrenta fogo e enchente;

todo perigo antevê;

pra atestar, vou com você:

quero ver se não se empaca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Pra se provar verdadeiro,

não é só de papiata,

consigo o nó se desata:

vai ao cemitério primeiro, 

meia noite, no ponteiro.

Pois quero ver se você 

soletra o abecê

bem no assovio da taca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Se é um caboco de peito

que não tem medo de nada;

sacudido na enxada,

na roça varre direiro

capinando no seu eito.

Se bem de longe você vê

e mesmo vendo nãp crê

quando o perigo lhe ataca;

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Sereno dos Gerais

24/4/26


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Vozes Gerais - 002/26

 


"Comigo é assim: pato num bota! Se botá, num choca; se chocá, num tira e se tirá, num cria. Masi, se criá, eu mato!"


Seu Antônio dos Padres (num momento de inofensiva valentia).

Certificados 007 e 008/26 (Participação e Interção)

 






Certificado outorgado pelo Grupo Só Evento Universitário Cidadão Galáctico  no 59º Evento Literário - ​Tema: Conexão, em 21/4/26 ao poema: Seu Café já lhe Escutava. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Décima 011/26

 


Seu Café já lhe Escutava


A minha vó,  devotada,

- mil tarefas a fazer -

bem antes do sol nascer, 

estava sempre acordada;

a cozinha iluminada,

na labuta se empenhava.

Quando o vô se levantava,

passos firmes pelo chão 

pra começar na função, 

seu café já lhe escutava.


Vovô rumava pra tina,

fizesse calor ou frio

e sem qualquer arrepio,

seguia sua rotina:

mão grossa na pele fina,

o tronco ele lavava.

Assim, melhor despertava!

A Deus, uma oração,

pra começar a função.

Seu café já lhe escutava. 


Um breve olhar trocavam,

carregado de ternura,

sempre com muita candura

em silêncio se amavam,

- palavras não precisavam -.

Vovó bem o admirava,

um, ao outro, respeitava

e se dava a conexão. 

Pra começar na função,

seu café já lhe escutava.


Sereno dos Gerais

21/4/26 - 11h59'

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Certificados - 006/26

 


Certificado outorgado pelo Grupo Românticos da AIAP Brasil no Evento: Celebramos a Arte e a Poesia Viva - Sarau Poético Musical - ​Tema: livre, em  17/4/26 ao poema: Cafezim, Viola e Saudade.


Certificados - 005/26



Certificado outorgado pela ALIPE - Academia Literária Internacional de Poetas e Escritores no Evento ALIPE Dia Mundial do Livro - ​Tema: "Livros são sonhos nas mãos", em  18/4/26 ao poema: No Lombo da Imaginação.

Certificados - 004/26

 


Certificado outorgado pela AIDEP - Academia Independente e Democrática de Escritores e Poetas no Sarau Mensal - AIDEP - ​Tema: Amor de Outono, em  18/4/26 ao poema: Outonais Amores.

Vozes Gerais - 001/26

 


"Pra mexê com o Baiano tem de tá preparado pro respostão!" 


De Baiano (nunca soube seu nome verdadeiro. Natural da Bahia mas que viveu mais de 40 anos em Conceição do Mato Dentro - nos Gerais).

Certificados - 003/26

 


Certificado outorgado pela Academia Caipira de Letras - ACaL no III Evento Oficial da Academia Caipira de Letras - ACaL "Tributo aos Patronos – PEDRO BENTO cadeira 024 - ​Tema: 

"Amargurado pela dor de uma saudade

Voltei de novo ao recanto onde eu nasci

Onde passei minha bela mocidade

Voltei chorando com a tristeza que senti."

Música “RECORDAÇÃO” Pedro Bento e Zé da Estrada, em 18/4/26 ao poema: Vagando em Riba da Terra.


domingo, 19 de abril de 2026

Certificados - 002/26

 


Certificado outorgado pelo Grupo Literário Escritores & Artistas Nascer do Sol no 38º Evento Literário - ​Tema: "Nascer do Sol de Abril", em  14/4/26 ao poema: Cortina de Abril.



Certificados - 001/26


Certificado outorgado pelo  Grupo Poético Caminho de Sensibilidade no 221° Encontro Pôr do Sol - Tema: "No jardim da Poesia", em 15/4/26.  Poema: Chuva de Verão, Flor de Ilusão 


sábado, 18 de abril de 2026

Décima 010/26

 


Vagando em Riba da Terra


Abelha sem sua flor,

caititu longe da vara,

tal barba fora da cara,

o Romeu sem seu amor...

valha Deus, nosso Senhor!

Se longe da minha terra

o meu ser só pena e erra,

sou navio sem um porto,

trem à toa, peso morto

vagando em riba da Terra!


Alegria foi-se embora,

não há mais felicidade, 

vivendo aqui na cidade. 

Meu sertão, não vejo a hora

de me por daqui pra fora,

pois onde estou a vida emperra,

não ouço o gado que berra...

na depressão vou absorto,

trem à toa, peso morto

vagando em riba da Terra!


Se não voltar pro sertão, 

pra minha terra querida,

será como o fim da vida.

Só em pensar, meu coração 

palpita com emoção, 

pois, quem ama a sua terra

e um dia se desterra;

vive sem nenhum conforto,

trem à toa, peso morto

vagando em riba da Terra!


Sereno dos Gerais 

18/4/26 - 17h03'

Décima 009/26

 



No Lombo da Imaginação


É um viajar sem passagem,

nem data de ir ou vir,

ou horário pra sair.

Não carece levar bagagem

pra aproveitar a viagem.

Não é trem nem avião,

só requer disposição

de uma alma desperta

e a mente sempre aberta:

livros são sonhos na mão.


Sereno dos Gerais

18/4/26 – 14h25’

Décima 008/26



 Outonais Amores


Bem cuidado, traz o tono

e o bom calor do verão.

Sabor de chuva no chão,

que embala manso o sono:

é nosso amor de outono.

Tem, do inverno, os rigores;

da primavera, as cores.

Coração vira jardim

se brilhar, em ti e em mim,

raios de outonais amores!


Sereno dos Gerais

18/4/26 - 13h50'

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Cafezim, Viola e Saudade


 

Cafezim, Viola e Saudade


Enquanto houver saudade,

um coração pulsando

e um cafezim fumegando,

há vida de verdade.


No sertão e na cidade,

românticos, sim, ainda há;

nas serras, a sempre-viva

resiste firme por lá.


Gente boa e altiva,

um galo pra nos acordar

e uma viola ao luar:

a poesia está viva.


Sereno dos Gerais

17/4/26 - 17h54'

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Quadra 001/26

 


Imagem recolhida na web.

Cabe em nós a poesia

do amor que nos irmana; 

se é a fé que alumia,

cabe a paz que é soberana.


Sereno dos Gerais

16/4/25

Décima 007/26

 



Em tempos de consumismo,

domínio da mais valia,

sem lugar pra poesia,

nem para o altruísmo:

é o reino do egoísmo!

E aquele que gosta de flores,

ou de falar de amores,

de dar vida a emoção,

caminha na contramão.

Tem valor quem tem valores!


Sereno dos Gerais

16/4/25 - 16h41'

Décima 006/26

 


De Bezerro a Marruá


Quando entro na porfia

de brigar ou namorar,

 vou até o sol raiar; 

com destreza e valentia. 

Comigo ninguém se cria,

sou pior que mangangá. 

Não me dê colher de chá, 

nem cometa esse erro: 

"pois, deitado, sou bezerro, 

levantei, sou marruá!"


Sereno dos Gerais

16/4/26 - 07h01'

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Décima 005/26



Chuva de Verão, Flor de Ilusão


Quando tento florescer 

com as chuvas de verão 

a regar-me o coração;

vejo em vão esse querer.

A sensatez alumia,

desfazendo a fantasia 

desse malogrado intento,

pois só há renascimento 

nos jardins da poesia!


Sereno dos Gerais

15/4/26 - 21h30'

Décima 004/26



Estranhezas do Tempo


A quem tem mais de cinquenta

todo dia tem surpresa.

O tempo, com ligeireza,

novidades nos apresenta;

nossa lentidão se ostenta.

Tecnologia demais

requer saberes tais

que aprendê-los é campanha.

“A vida tá tão estranha:

nem jiló amarga mais!”


Sereno dos Gerais

15/04/26 - 15h16'

terça-feira, 14 de abril de 2026

Décima 003/26


Cortina de Abril

Se abre, em abril, a cortina,
deixando o outono chegar.
Sente-se os ares mudar:
de manhã, leve neblina.
Um friozinho já domina,
e a manhã tarda a nascer.
Sem verão pra lhe aquecer,
o sol se faz vagaroso
e, nas serras, preguiçoso,
demora n’alvorecer.

Sereno dos Gerais
14/4/26 - 22h17'


 

Décima 002/26

 


Em anjos não mais fiava,
nem ao diabo temia
e pra minha poesia,
de tudo que precisava,
meu sertão me abastava.
Mas veio um tempo sem graça,
deixei a minha praça
e vim morar na cidade;
topando só ruindade,
meu sonho virou fumaça!


Sereno dos Gerais
14/4/26 - 12h22'


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Décima 001/26

 


Imagem recolhida na rede web.



Política não debato,

tampouco religião;

tua fé, tua devoção,

o teu pensar eu acato.

E amigo eu não destrato.

Sem picuinhas, aceito

cada qual com seu jeito,

seu agir e seu pensar;

mas sempre vou esperar

de ti o mesmo respeito!


Sereno dos Gerais

13/4/26 - 16h47'

Sextilha 001/26


Imagem recolhida na rede web.


 Sextilha 001/26


Mais um domingo passou,

nova semana chegando.

Até aqui, o Senhor

protegeu-me e amparou.

Conforme a vida se esvai,

coloco nas mãso do Pai

o tempo que me restou.


Sereno dos Gerais

12/4/26 - 22h44'

Décima 022/26

Galo de Poleiro Baixo Você se diz velho macho dono de toda a brabeza, tão cheio de aspereza;  mas é só tolo e baixo, garricha metida a guach...