segunda-feira, 27 de abril de 2026

Soneto 001/26

 


Noites sem Claridade 


Minha vida foi murchando, assim,

feito flor esquecida no quintal;

minha alma, que era luz num castiçal,

foi perdendo o rumo dentro em mim.


Depois que você se foi, ficou ruim,

tudo meio sem graça, desigual;

vivo à toa, num silêncio tão brutal,

feito estrela que se apaga no fim.


Vago igual vagalume na estrada,

sem achar nem um rumo pra seguir,

nessa noite comprida e calada.


Coração já cansado de penar,

vai levando esse resto de existir...

sem saber se ainda vale clarear.


Sereno dos Gerais 

26/4/26

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