sexta-feira, 24 de abril de 2026

Décima 012/26

 



Na hora do Risca Faca


Se você diz que é valente,

que não teme onça nem cobra,

sendo pau pra toda obra;

braço firme no batente,

que enfrenta fogo e enchente;

todo perigo antevê;

pra atestar, vou com você:

quero ver se não se empaca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Pra se provar verdadeiro,

não é só de papiata,

consigo o nó se desata:

vai ao cemitério primeiro, 

meia noite, no ponteiro.

Pois quero ver se você 

soletra o abecê

bem no assovio da taca,

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Se é um caboco de peito

que não tem medo de nada;

sacudido na enxada,

na roça varre direiro

capinando no seu eito.

Se bem de longe você vê

e mesmo vendo nãp crê

quando o perigo lhe ataca;

na hora do risca faca,

na hora do vamovê!


Sereno dos Gerais

24/4/26


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