Vagando em Riba da Terra
Abelha sem sua flor,
caititu longe da vara,
tal barba fora da cara,
o Romeu sem seu amor...
valha Deus, nosso Senhor!
Se longe da minha terra
o meu ser só pena e erra,
sou navio sem um porto,
trem à toa, peso morto
vagando em riba da Terra!
Alegria foi-se embora,
não há mais felicidade,
vivendo aqui na cidade.
Meu sertão, não vejo a hora
de me por daqui pra fora,
pois onde estou a vida emperra,
não ouço o gado que berra...
na depressão vou absorto,
trem à toa, peso morto
vagando em riba da Terra!
Se não voltar pro sertão,
pra minha terra querida,
será como o fim da vida.
Só em pensar, meu coração
palpita com emoção,
pois, quem ama a sua terra
e um dia se desterra;
vive sem nenhum conforto,
trem à toa, peso morto
vagando em riba da Terra!
Sereno dos Gerais
18/4/26 - 17h03'

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